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Educação Infantil e Ensino Fundamental do 1º ao 9º ano

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Leitura, uma poderosa ferramenta de aquisição de conhecimento

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Resumo
Este artigo ressalta a importância do uso da leitura como ferramenta para a aquisição de conhecimento por parte dos alunos do 6º ao 9º ano, os quais, segundo observações de professores e recentes pesquisas de diversos institutos têm mostrado baixo nível de rendimento em prática da leitura. Deste modo, na elaboração deste material de pesquisa levou-se em conta as recentes produções científicas na área dos estudos da leitura, tanto no momento da seleção de textos quanto no da sua exploração. Nossa preocupação foi a de investigar assuntos sobre leitura, abordando os principais educadores que estudam sobre o tema.

Assim, espera-se que este trabalho de pesquisa possa contribuir, de forma prática com o ensino da língua portuguesa, bem como, oferecer ferramentas de investigação aos professores para que criem meios de estimular os alunos a lerem com competência e habilidade: a leitura da literatura de ficção e não-ficção, de jornais e revistas, enfim, dos diferentes gêneros que circulam na sociedade e que a escola possa cumprir seu papel de oferecer condições para que os alunos, continuamente, aumentem seus saberes e, em consequência, desenvolvam o raciocínio, o senso critico, a compreensão do real, a curiosidade intelectual – essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

1. Introdução
As razões pelas quais se decidiu na escolha de trabalhar este assunto foram devido ao baixo nível de rendimento em prática da leitura apresentado pelos alunos de 6º ao 9º ano do ensino fundamental, que vem sendo observado em sala de aula há mais de cinco anos. Também, pesquisas realizadas pela “Câmara Brasileira do Livro”, em conjunto com a “Fundação Victor Cevita” mostrou que dos brasileiros de 11 a 64 anos 61% têm muito pouco ou nenhum contato com os livros e a quantidade de livros lidos por pessoa ao ano é insignificante no Brasil, apenas 1,8 livros, enquanto que na França são lidos 7 livros por pessoa ao ano; nos Estados Unidos 5,1 livros ao ano, na Itália são lidos 5 livros ao ano e na Inglaterra 4,9 livros ao ano.

O PISA (Programa de Avaliação Internacional de Estudantes), realiza a cada três anos avaliações, que medem o nível educacional de jovens de 15 anos em leitura, matemática e ciências. Na avaliação de desempenho sobre competências de prática de leitura e interpretação de textos realizados em nível mundial no ano de 2003, o Brasil ficou classificado no ranking em 37ª posição, abaixo de países com índice de desenvolvimento humano (IDH) bem abaixo do nosso.

Na avaliação de 2006 sobre competências em prática de leitura, em uma lista de 57 países, o Brasil ficou em 50.º no ranking, obteve 393 pontos e aparece à frente de Colômbia (385) e Argentina (374). No entanto, é superado por Chile (442) e Uruguai (413), entre os sul-americanos.
O ministério da Educação, através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) vem realizando pesquisas sobre os desempenhos dos alunos brasileiros. Em 2003 foi realizada a pesquisa da Disciplina de Língua Portuguesa, com alunos do 6º ao 9º ano, constituída por oito níveis, e, para cada nível, as habilidades de leitura foram medidas a partir de seis temas: gênero e/ou do enunciador na compreensão dos textos; relação entre textos; coesão e coerência no processamento do texto; relações entre recursos expressivos e efeitos de sentido; variação linguística. Para apresentar os dados da pesquisa, o INEP estabeleceu cinco estágios: muito crítico, crítico, intermediário, adequado e avançado. O número de alunos avaliados foi num total de três milhões.

Os resultados dos alunos na construção de competências e desenvolvimento de habilidades de leitura nos estágios foram os seguintes: muito crítico – não são bons leitores. Não desenvolveram habilidades de leitura exigíveis para o 5º ano, 4,86%; crítico – ainda não são bons leitores. Apresentam algumas habilidades de leitura, mas aquém das exigidas para o 6º ano, 20,08%; intermediário – desenvolveram algumas habilidades de leitura, porém, insuficientes para o nível de letramento exigido no 6º ano, 64,76%; adequado – são leitores competentes. Demonstram habilidades de leitura compatíveis com o 6º ano, 10,23%; avançado – são leitores maduros. Apresentam habilidades de leitura no nível de letramento exigível para os anos seguintes do ensino fundamental e dominam alguns recursos linguísticos discursivos utilizados na construção de gêneros, 0,06%.

Observou-se que, dos três milhões de alunos envolvidos na avaliação de desempenho de competências, 89,70% estão entre os estágios: muito crítico, crítico e intermediário e apenas 10,29% estão entre os estágios adequados e avançados. Isso explica porque o Brasil foi parar em 37º lugar no ranking de desempenho da avaliação mundial, ocorrida em 2003 e em 50º lugar na avaliação de 2006 do PISA.

Nos últimos anos, o baixo nível de rendimento em prática da leitura no Brasil tem sido uma constante preocupação por parte de educadores e instituições de ensino, tanto que recentemente o Ministério da Educação lançou o prêmio “Vivaleitura”, com o objetivo de incentivar pessoas e instituições de ensino a desenvolverem projetos que incentivem a prática de leitura. Também, escritores e educadores como Paulo Freire em sua obra: “O Ato de ler”, Carlos Humberto em seu livro: “Leitura na Universidade”, Maria Helena Martins em sua obra “O Que é leitura”, além de revistas, artigos e outros trabalhos que ressaltam sobre a importância da prática de leitura. Isso demonstra que o país, com todos os seus programas e projetos sobre leitura, não está ainda preparado para capacitar os alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental a obterem um melhor desempenho em suas atividades educacionais, principalmente no que diz respeito à leitura. Também, a maioria dos alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental das escolas brasileiras vem recebendo constantes críticas por parte dos professores e educadores, que dizem terem observado grandes dificuldades por parte dos alunos em ler e interpretar textos. Isso está ocorrendo porque os saberes pedagógicos para estimular a prática da leitura atualmente não têm sido suficientes para resolver o problema. Assim sendo, precisou criar com urgência, novos saberes pedagógicos de estímulos à prática da leitura. Esse novo estímulo está baseado num concurso “Quem sabe prova” que funciona como se fosse a disputa de um jogo, o qual levará o aluno a tomar gosto pela leitura a partir dos estímulos recebidos através da dinâmica desse jogo de leitura.

A leitura tem uma grande relevância social, pois boa parte dos conhecimentos adquiridos pelos alunos depende da habilidade em prática de leitura para que eles obtenham uma formação plena.

2. Os programas para estimular a prática da leitura
Para compreendermos os saberes pedagógicos de como estimular a prática da leitura, faz-se necessário entender como estão desenvolvidos os estudos sobre práticas de incentivos a leitura atualmente e quais são os programas e projetos que estão sendo utilizados.

Em 1982, foi instituído o primeiro projeto nacional de leitura, que levou até as mais carentes escolas públicas livros de literatura. “Outros programas surgiram, incentivados pelo governo, como: “sala de Leitura”, “proler” – Programa Nacional de Incentivo à Leitura”, Projeto “Centro de leitura e Escrita”, “ALB – Associação de Leitura do Brasil”, Projeto “Feiras de Livros Infantis”, Programa “Leia Brasil”, Projeto “Quem Lê Jornal sabe mais”, Programa “Paixão de Ler”, Programa “Mala do Livro”, Projeto “Fome de Livro”, voltado para comunidades carentes onde não há bibliotecas. Recentemente, o Governo Federal, através do Ministério da Educação (MEC) lançou o prêmio “Vivaleitura”, com o objetivo de incentivar quem promove a leitura no Brasil. Também, a revista Nova Escola, na edição especial de agosto de 2006, publicou um artigo todo especial sobre “leitura”, enfatizando as melhores estratégias para: “Ler por prazer”, “Ler para estudar” e “Ler para se informar”.

Lucila Braga Ribeiro, a produtora do artigo sobre leitura, na revista Nova Escola diz que, “ler não é fácil”. Mas, segundo ela estudos mostraram que é possível explorar na escola os diferentes tipos de textos, que são usados no dia a dia. Trabalhar diferentes formas de leitura: ideias, vivências, sonhos, experiências, tudo isso pode levar o aluno a tomar gosto pela leitura.
Lucila afirma que “é por isso que ler é talvez a coisa mais importante que a escola tem a ensinar, não só aos alunos”. (Rev. Nova Escola, 2006, p. 31). Segundo Stampa, “A arte de ler e de escrever foi durante milhares de anos monopólio sagrado de pequenas elites. Por volta de 1750, no dealbar da revolução industrial, haviam decorrido quase cinco mil anos sobre o aparecimento dos primeiros rudimentos da arte da escrita. Contudo, mais de 90% da população mundial não tinham acesso à arte”. (1973).

Ora, a leitura e a escrita no Brasil, ainda não são bens culturais, plenamente desejados e compreendidos pela sociedade brasileira, que desconhece suas abrangências como instrumento de cidadania e como direito individual. Ser leitor não é resultado de um processo natural. É preciso, além da interferência educacional e cultural, contato permanente com o material escrito, variado e de qualidade, desde cedo, fruto de uma ação consciente da sua importância e função social. O acesso à leitura é uma das mais importantes conquistas do cidadão e ele deve apropriar-se dela como meio de promover sua vida social e intelectual.

Segundo Paulo Freire, “A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra” (A Importância do Ato de Ler, 1988, p. 32). Baseando-se na visão de Freire, entendemos que a sociedade brasileira, que emerge neste novo milênio como uma nação que vem discutindo e enfrentando variados problemas de maneira dinâmica e criadora, deverá para ampliar e consolidar suas conquistas, desejar e buscar todos os meios possíveis para vir a ser uma sociedade de cidadãos autônomos, críticos, capazes de compreender a realidade do mundo.

De acordo com Paulo Freire, “Na comunidade da leitura vai cabendo ao leitor ou leitora o exercício de perceber se este ou aquele saber referido corresponde à natureza da prática progressiva ou conservadora ou se, pelo contrário, é exigência da prática educativa mesma independentemente de sua cor política ou ideológica”.  (Pedagogia da Autonomia, 2005, p. 21). Segundo Maria Helena, “temos, então, mais um motivo para ampliar a noção de leitura. Vista num sentido amplo, independente do contexto escolar, e para além do texto escrito, permite compreender e valorizar melhor cada passo do aprendizado das coisas, cada experiência”. (O Que é leitura, 1993, p. 29).

Observando a perspectiva de Paulo Freire, no sentido de leitura para além da decodificação, encontramos um exemplo de preocupação pedagógica, envolvido pela realidade social dramática e desafiadora de sua terra natal (o Nordeste), Freire estudou e desenvolveu algumas reflexões pedagógicas, históricas, culturais e filosóficas importantes a respeito da leitura. Para Freire, é uma profunda injustiça haver homens e mulheres que não sabem ler e escrever. Isto porque os analfabetos se veem anulados por sua incapacidade de tomar decisões, de compreender a realidade do mundo. Freire vê a leitura, assim como a educação, como um ato político; como uma tomada de consciência da posição do individuo membro de uma sociedade, compreendendo as relações políticas que existem nela e seu papel diante dessas relações. Tomando consciência da sua experiência, da sua leitura de mundo, o individuo compreende seus limites e seu potencial dentro da sociedade. É o que podemos perceber na seguinte citação:

Ser capaz de nomear a própria experiência é parte do que significa ler o mundo e começar a compreender a natureza política dos limites bem como das possibilidades que caracterizam a sociedade mais ampla. (FREIRE, 1990, p. 7-8).

A leitura, na visão de Freire, torna-se algo significativo na medida em que é encarada como um conjunto de práticas que funcionam para desenvolver a potencialidade do sujeito; ou seja, a leitura pode ser encarada como um conjunto de práticas culturais, esportivas, que podem promover mudanças sociais. Freire acreditava que uma leitura crítica não poderia deixar de lado as relações entre o econômico, o social, o cultural, o político e o pedagógico, para que o aluno possa tomar consciência de si, da sociedade e a partir de então, agir sobre ela. Logo, a leitura não é um mero ensino de como decodificar letras, mas sim, de entender e interpretar a realidade do mundo, num processo muito mais complexo, que envolve muito mais elementos, como ele esclareceu no texto abaixo:

O ato de aprender a ler e escrever é um ato criativo que implica uma compreensão crítica da realidade. O conhecimento de um conhecimento anterior, obtido pelos educandos como resultado da analise de práxis em seu contato social, abre para eles a possibilidade de um novo conhecimento. O novo conhecimento revela a razão de ser que se encontra por detrás dos fatos, desmitologizando, assim, as falas interpretações desses mesmos fatos. Desse modo, deixa de existir qualquer separação entre pensamento-linguagem e realidade objetiva. A leitura de um texto exige agora uma leitura dentro do contexto social a que ele se refere (FREIRE, 1990, p. 105).

Existe, então, a necessidade de conhecer a realidade social, pois é a partir dela que o indivíduo lê o mundo. Essa leitura do mundo para Freire precede a leitura da palavra. A leitura da palavra vem num momento em que o indivíduo já viveu muitas coisas, falou sobre muitas outras, ou seja, já leu o mundo de várias maneiras. O sujeito precisa aprender a decodificar compreendendo o significado de sua leitura. Isso lhe dará elementos para que, se for oprimido, tenha consciência de sua situação e lute por libertação. A libertação é um dos principais, se não o principal objetivo da proposta de Freire, como podemos verificar: A alfabetização alicerça numa reflexão critica sobre o capital cultural dos oprimidos. Ela se torna um veiculo pelos quais os oprimidos são equipados com instrumentos necessários para reapropriar-se de sua história, de sua cultura e de suas práticas linguísticas. É, pois, um modo de tornar os oprimidos capazes de reivindicar aquelas experiências históricas e existenciais que são desvalorizadas na vida quotidiana pela cultura dominante, a fim de que sejam, não só validadas, mas também compreendidas criticamente (FREIRE, 1990, p. 105).

Levando-se em consideração todos esses elementos, faz-se necessário trabalhar o processo de alfabetização e sobre tudo, a prática de leitura, que é um dos componentes principais da aprendizagem. Freire alerta o educador no sentido de que jamais deixe de questionar as coisas, jamais deixe de duvidar e de pensar. Há necessidade de uma leitura do mundo atual, pois, o homem nunca deve deixar de aprender e ele só poderá fazer isso, se praticar exercícios de leitura continuamente:

Esteja todo dia aberto para o mundo, esteja pronto para pensar; esteja todo dia pronto a não aceitar o que diz, simplesmente por ser dito. Esteja predisposto a reler o que foi lido; dia após dia, investigue, questione e duvide. Creio que o mais necessário é duvidar. Creio ser sempre necessário não ter a certeza, isto é, não estar excessivamente certo de certezas (FREIRE, 1990, p. 116).

Neste processo de aprendizagem constante, o leitor precisa adquirir habilidades de leitura para que ele possa entender o contexto ideológico e histórico do mundo, e, dessa forma a leitura torna-se um meio pratico pelo qual ele adquire um cabedal de conhecimentos.

Paulo Freire afirmou:
É impossível levar avante meu trabalho de alfabetização [...] separando completamente a leitura da palavra da leitura de mundo. Ler a palavra e aprender como escreve a palavra, de modo que alguém possa lê-la depois, são precedidos do aprender como escrever o mundo, isto é, ter a experiência de mudar o mundo e de estar em contato com o mundo (1990, p. 31).

Portanto, ter consciência da importância da leitura é fundamental na proposta de alfabetização, para além da decodificação, que Freire nos traz. A aprendizagem processa-se, principalmente pela leitura, sendo um ato linguístico. A compreensão da natureza da leitura, de sua função e uso é indispensável ao processo de alfabetização. Além da necessidade de conhecimento linguístico, ressalta-se ainda, que o processo de leitura engloba muitos fatores, como o desenvolvimento emocional, intelectual e interação social, entre outros. Quanto mais ciente o leitor estiver de como será o processo de aquisição de conhecimento, mais condição terá de caminhar de forma agradável e produtiva no processo de aprendizagem, tendo mais liberdade e criação para selecionar métodos e técnicas, colocando sua sensibilidade acima de qualquer coisa preestabelecida. A alfabetização deve basear-se no ensino da leitura, é preciso que as crianças tenham consciência do que estão aprendendo. A leitura é um instrumento fundamental na aquisição de conhecimento. Por isso, devemos deixar como um legado o prazer da leitura, o gosto pelas descobertas, o prazer de querer saber sempre mais, e assim, poder acompanhar a evolução do mundo.

Para Cagliari, a maneira como a escola trata a leitura leva muitos alunos a detestá-la e iniciam-se assim muitas histórias de fracassos e analfabetismo. Existe uma série de atitudes por parte de professores que são essenciais para que isso não aconteça. Cagliari afirma que muitas pessoas passam cerca de doze anos na escola (incluindo faculdade) e saem sem saber a língua portuguesa; não sabem ler corretamente. Por isso, ele enfatiza a importância da leitura:

Na escola a leitura serve não só para aprender a ler, como para aprender outras coisas, lendo. Serve ainda para se ensinar e treinar a pronúncia dos alunos no dialeto-padrão e em outros. A leitura é uma maneira de se aprender o que é escrever e qual a forma ortográfica das palavras. Para conseguir esses objetivos é preciso planejar as atividades de tal modo que se possa realizar o que se pretende. A leitura não pode ser uma atividade secundária na sala de aula ou na vida [...] a leitura deveria ser a maior herança legada pela escola aos alunos, pois ela, e não a escrita, será a fonte perene de educação, com ou sem escola (1996, p. 173).

E reforça mais ainda:
É preciso ler historias (muitas), notícias, reportagens que falem de assuntos científicos, técnicos, curiosos, da vida das pessoas famosas, etc. É preciso ler jornal, revistas, receitas culinárias, instruções de uso de equipamentos, de montagem ou conserto, enfim, ler de tudo. E ler nunca é demais (1998, p. 175-176).

Aponta também, que a função da escrita deve ser trabalhada e, para tanto, é preciso que sejam lidos para as crianças livros de literatura infantil, jornais, revistas, cartas, bilhetes, avisos, etc. Além disso, deve-se estimulá-las a escrever de tudo um pouco.

Percebemos nitidamente nas propostas dos educadores aqui citados, a importância da leitura, seja a leitura de mundo, seja a leitura da palavra. E podemos afirmar que uma é imprescindível para a outra, ou seja, só há uma leitura da palavra com significado se essa vier precedida da compreensão do mundo, e, em contrapartida, é fundamental a leitura da palavra para compreendermos e acompanharmos as mudanças sociais. Manguel, relatando sua visita ao Iraque para conhecer as ruínas da antiga Babilônia, situada numa região outrora, conhecida como Mesopotâmia, que para os arqueólogos foi o berço da escrita, comenta que no momento em que se deu a primeira incisão (referindo-se a escrita cuneiforme feita em tabuletas de argila), a escrita não era a única invenção a ser criada: “A incisão criou simultaneamente o leitor” (1997, p. 207).

Naqueles tempos, a escrita, assim como a leitura, foi reconhecida como uma poderosa habilidade, capaz de destacar seu possuidor das demais pessoas, e hoje, não é diferente.

Segundo (Morais, 1996, p. 171), “O primeiro passo para a leitura é a adição de livros”. Pois, de acordo com ele, proporciona benefícios para o desenvolvimento cognitivo, linguístico e afetivo.

3. Considerações finais
Acredita-se que o sucesso do aluno do 6º ao 9º ano do ensino fundamental depende de um bom desempenho em prática da leitura, o qual necessita de todos esses aspectos: as condições de aprendizagem, etapas do saber, as representações do ato de ler e as contribuições dos educadores para este fim. Esses aspectos devem interagir de modo natural, mas também, despertar a curiosidade e o interesse do indivíduo, permitindo-lhe os estímulos e as condições necessárias para uma pratica da leitura que o leve a aprendizagem significativa da realidade do mundo.

REFERÊNCIAS
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MORAIS, J. A arte de ler. Tradução de Álvaro Lorencini. São Paulo: UNESP, 1996.
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FAZENDA, Ivani. Metodologia da Pesquisa Educacional. 9. ed. São Paulo: Cortez, 2004.
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