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6 dicas de como acabar com o Bullying na escola

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Saiba como você pode ajudar seu filho a não ser vítima e nem praticante do bullying na escola

“Bullying” é um termo que vem do inglês para designar atitudes repetitivas de agressão física e verbal exercidas por uma ou mais pessoas tenham como objetivo intimidar um terceiro que não tem como se defender.

O bullying pode acontecer em qualquer ambiente ou contexto em que haja interação de pessoas, como locais de trabalho, vizinhança, academias e até mesmo dentro da família.

Porém, varrer o bullying para baixo do tapete não ajuda nem a vítima a superar esse desafio nem seus praticantes a perceber como esse comportamento é inadequado – pelo contrário: a negação do problema tende a piorar suas consequências, resultando em um ambiente contaminado, adultos agressivos ou com baixa autoestima e, nos casos mais graves, até mesmo em suicídio.

Por isso, é papel de toda a comunidade, incluindo escola e família, trabalhar junto para combater o bullying na escola.

1 – Saiba reconhecer o bullying e faça com que seu filho também saiba

O primeiro passo para combater o bullying é saber identificar quando ele acontece. Preste atenção no comportamento do seu filho: as vítimas de bullying costumam se isolar no quarto, demonstram irritação com os pais, choram muito e inventam motivos para não ir à escola.

Os agressores, por sua vez, costumam ser muito populares no ambiente escolar, embora também sejam agressivos com os colegas, os professores e os pais. Eles geralmente contam com um grupo de seguidores.

É importante conversar sobre o bullying com as crianças, debatendo com eles as formas como o problema se manifesta. Deixe seus filhos confortáveis para se comunicarem com você.

2 – Estimule seu filho a reportar o bullying

Caso seu filho esteja sendo vítima dos agressores, ele deve se sentir confiante para reportar o bullying aos pais e aos professores para que as devidas providências sejam tomadas. A criança deve ter claro que os adultos estão dispostos a ajudá-la.

Muitas vezes, os pais e a escola se omitem por acreditar que o bullying é apenas uma provação que servirá para fortalecer a criança no futuro, mas isso é uma inverdade. Se as crianças sentirem que seus pais veem as agressões dessa forma, elas evitarão contar a eles sobre o problema pelo qual estão passando. Seja direto: pergunte ao seu filho se foi tudo bem na escola e se existe algo ou alguém que esteja lhe perturbando.

Caso seu filho relate que esta sendo vítima de agressões, mantenha a calma e  evite a todo custo enfrentar o valentão diretamente. O melhor a se fazer é conversar com o professor e, se necessário, marcar uma conversa com os pais da criança que está agredindo seu filho. Mantenha-se calmo para que a reunião seja o mais proveitosa possível.

3 – A empatia também deve ser ensinada

Em geral, os pais temem que seus filhos sejam vítimas de bullying e acabam se esquecendo de que seus filhos também podem ser praticantes – algo que certamente é muito dolorido para qualquer família.

Crianças que praticam bullying levam a agressividade consigo com a passagem dos anos e, em geral, tem muita dificuldade para estabelecer relacionamentos pessoais e para se manter em um trabalho.

Não é nada fácil reconhecer que seu filho apresentar um comportamento inadequado, mas você pode ajudá-lo a ter empatia pelos colegas com alguns hábitos. O primeiro ponto a ser observado é a que a autoridade dos pais não deve ser exercida por meio da violência, pois a criança vai aprender que a agressão é o caminho para resolver suas frustrações e será inevitável que ela aja dessa mesma maneira com as outras pessoas.

Além disso, é preciso dar o exemplo: de nada adianta dizer à criança que ela deve respeitar colegas e professores se elas frequentemente presenciam seus pais desrespeitando vizinhos, prestadores de serviços, um ao outro e a elas próprias.

Ainda, deixe claro que presenciar ou incentivar um colega a praticar bullying, mesmo que a criança em si não pratique a agressão, também é um comportamento inaceitável.

4 – Vítimas de bullying precisam de ajuda psicológica

O bullying na escola não é apenas uma brincadeira de mau gosto entre as crianças, podendo ter consequências muito sérias. Por isso, as vítimas dessas agressões muitas vezes precisam de acompanhamento profissional de um psicólogo para se livrar dos danos emocionais sofridos.

O trabalho com o psicólogo ajuda a reconstruir a autoestima e treina a criança para lidar com suas emoções de uma forma mais saudável. Além disso, esse profissional será capaz de indicar aos pais quando é necessário tomar uma medida drástica como a troca de escola.

5 – Praticantes de bullying também precisam de ajuda psicológica

Existe um mito de que os praticantes de bullying se sentem mal consigo mesmos e, por isso, agridem outras pessoas. A verdade, porém, é que o agressor sente prazer ao perceber o medo e a opressão de sua vítima. Em alguns casos, o agressor mostra satisfação ao praticar crueldades contra pessoas e mesmo animais.

O praticante de bullying precisa de ajuda psicológica para aprender a transformar sua raiva e frustração em diálogos e ações construtivas em vez de gerar sofrimento para outras pessoas. Se esse comportamento não for corrigido, a tendência é que ele continue por toda a vida, resultando em um adulto agressivo e inapto a lidar com suas emoções e responsabilidades.

A ansiedade é um problema que acomete muitas pessoas, e as crianças não estão livres desse mal, acesse o link e saiba mais sobre o assunto: Como lidar com a ansiedade infantil na escola

6 – Esteja atento ao bullying virtual

Hoje em dia, com a presença dos celulares e internet móvel, o bullying escolar muitas vezes acaba indo parar também no ambiente virtual. As agressões físicas e psicológicas que antes ficavam restritas ao ambiente da escola passaram a ser praticadas também no meio digital.

Não são raros os casos de crianças e adolescentes perseguidos nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp. Xingamentos, montagens com a imagem da vítima e ameaças são algumas das formas do bullying virtual, e os pais devem estar atento a elas também.

 

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